Raquel Tamaio é atriz, diretora e orientadora artística. Estudou na Escola de Arte Dramática da USP. Nos últimos anos trabalhou na Casa Laboratório para as artes do Teatro em São Paulo, grupo dirigido por Cacá Carvalho.
Na Casa desenvolveu pequisa sobre a dramaturgia do ator, partindo da literatura para a criação de obras cênicas, e estudo sobre a ação física no trabalho do ator, ao longo dos processos de criação dos espetáculos A Sombra de Quixote, a partir da obra de Cervantes, O Homem Provisório, a partir de o Grande Sertão: Veredas de Guimarães Rosa, e Os Figurantes, colagens de momentos cênicos a partir de diversos autores da literatura universal. Esses trabalhos foram dirigidos por Cacá Carvalho, em parceria com Roberto Bacci, diretor da Fondazione Pontedera Teatro.
Ainda na Casa, participou de oficinas e Workshops de formação com diversos artistas e professores, entre eles: os atores e diretores italianos Silvia Passelo e Dani Manfredini; O ator e diretor polonês Piotr Borowski; A atriz e performer cingapurense Gey Pin Ang; participou de sessões de trabalhos no Workcenter of Jerzy Grotowski and Thomas Richards, testemunhando a Action The Letter e palestra com Thomas Richards.
Como orientadora artística, realizou diversos workshops e oficinas: em São Paulo, pela Secretaria de Cultura da Cidade, no Projeto Teatro Vocacional, e pela Secretaria de Cultura do Estado, nas Oficinas Culturais; em Belo Horizonte no projeto Galpão Convida, oficina sobre o Treinamento do ator; e em diversas unidades do Sesc no interior do estado de São Paulo.
Atuou e desenvolveu projetos com os grupos
Cia. Fábrica São Paulo e Cia. Livre.
Trabalhou com os diretores:
Cristiane Paoli-Quito, Celso Fratesch, Isabel Teixeira, Robert MacCrea,
Luiz Damasceno e Antonio Januzelli.
Cia. Fábrica São Paulo e Cia. Livre.
Trabalhou com os diretores:
Cristiane Paoli-Quito, Celso Fratesch, Isabel Teixeira, Robert MacCrea,
Luiz Damasceno e Antonio Januzelli.
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Sobre alguns expetáculos
Os Figurantes
Para a criação de OS FIGURANTES, terceiro espetáculo da CASA LABORATÓRIO, cada um dos atores levou para a sala de ensaio algum universo de interesse pessoal.
Depois de um período de pesquisas individuais os trabalhos apresentados tinham referências temáticas das obras de Manuel de Barros, Vicente Cecim, Bernard-Marie Koltès, Samuel Beckett, Carlo Collodi e Clarisse Lispector.
Diante de trabalhos tão diversos a equipe de criação (atores, diretor e cenógrafo) se deparou com uma variedade de inquietações que só poderiam se relacionar no contexto do espaço urbano, na relação HOMEM X CIDADE.
No processo de criação dramatúrgica as referências iniciais são caladas dando vazão para que a relação espaço-corpo-tempo possa apontar novos caminhos e reconfigurar uma nova trajetória. Surge a cidade e seus personagens.
Cadeiras e praticáveis constroem o espaço cênico onde eles, viventes do ambiente urbano movem-se e deixam escapar seus pensamentos, fragmentos do seu cotidiano.
E desta “massa” de vidas saem os indivíduos, apresentados em cada uma das cenas que, assim como os sujeitos de uma metrópole, não necessariamente estão em relação. O trabalho de dramaturgia aponta o foco e define as questões primordiais do estudo feito sobre as condições e configurações da vida urbana ambientalizada pela relação dos sons que compõem a ruído da cidade.
Ficha técnica
Direção Artística: Cacá Carvalho
Elenco: Daniel Ribeiro, Joana Levi, Juliana Grave, Laila Garin, Leonardo Ventura, Marcelo Valente e Raquel Tamaio Espaço e Figurino: Márcio Medina
Luz: Fábio Retti
Produção Executiva: Pedro de Freitas, Adriano Rizk, Assistência de Produção: Lívia Gabriel
Dramaturgia: Cláudia Barral e elenco
Engenharia de Áudio: Ernani Napolitano
Coordenação de Produção: Carla Pollastrelli
Colaboração Artística: Roberto Bacci
Consultoria sobre o Tema: textos de Luigi Lombardi Vallauri
O homem provisório

Espetáculo livremente inspirado no Grande Sertão: Veredas de João Guimarães Rosa.
A montagem é resultado do processo de pesquisa e experimentação dramatúrgica dos integrantes do grupo Casa Laboratório para as Artes do Teatro (SP) no Cariri cearense. Sob direção de Cacá Carvalho e colaboração artística do diretor italiano Roberto Bacci, a saga contada em cordel recebeu cinco indicações ao Prêmio Shell de Teatro de 2007.
Depois de se aventurar pelo sertão de Cervantes à procura de D. Quixote, colocando em cena “A Sombra de Quixote”, o Grupo Casa Laboratório para as Artes do Teatro parte para uma nova expedição em busca de Riobaldo e seu bando pelo sertão roseano. Acreditando que esses jagunços literários teriam um referente real, o grupo se desafia em uma exploração física e cultural no sertão do Cariri, na Fundação Casa Grande – escola de gestão cultural, que trabalha com crianças e adolescentes através de quatro programas principais: Memória, Comunicação, Arte e Turismo.
O retiro artístico abriu novas perspectivas na releitura da obra de Guimarães Rosa e criou canais de interação com artísticas locais que colaboraram para a criação do espetáculo. Entre eles, Nilo, xilogravurista que aceitou o desafio de traduzir temas do livro de origem em imagens sertanejas, e Geraldo Alencar – poeta, amigo, parceiro e herdeiro de Patativa do Assaré, que produziu 120 sonetos inspiradores, de onde o grupo extrai grande parte do que é dito em cena.
Ficha técnica
Criação cênica da Casa Laboratório para as Artes do Teatro
Texto: Geraldo Alencar
Direção: Cacá Carvalho
Co-direção: Roberto Bacci
Criação de Luz: Fábio Retti
Cenário e figurino: Márcio Medina
Assistência de Direção: Joana Levi
com: Dinho Lima Flor, Fabiana Barbosa, Joana Levi, Laila Garin, Leonardo Ventura, Majó Sesan, Marcelo Valente e Raquel Tamaio.
